Há uma palavra à qual volto sempre no meu trabalho: o regresso a casa.
Não o tipo que envolve aviões ou trens — o tipo mais silencioso. O momento em que você para de atuar, para de se contrair, para de carregar o que nunca foi seu para carregar, e sente-se aterrissar de volta dentro do seu próprio corpo. A maioria de nós está longe de casa há muito tempo sem nunca ter saído de casa.
A vida exige muito de nós. Prazos, cuidado, luto, transições, o acúmulo lento de pequenas tensões que o corpo guarda fielmente quando a mente não tem espaço para elas. E em algum momento, muitos de nós percebemos a mesma coisa: funcionamos, mas já não habitamos realmente a nós mesmos.
É aqui que meu trabalho começa. Seja através da medicina energética xamânica, do Reiki ou da massagem ayurvédica, cada sessão que ofereço caminha para o mesmo destino — não consertar você, porque você não está quebrado, mas acompanhá-lo de volta a um lugar que você já conhece. Seu corpo nunca esqueceu o caminho. Ele apenas esteve esperando que você escutasse.
A cura, como eu a entendo, não é apagar o passado. É integrá-lo com amor. Não é tornar-se alguém novo — é voltar para si mesmo.
Neste diário vou compartilhar reflexões da sala de atendimento, práticas suaves que você pode levar para o dia a dia, e pensamentos honestos sobre o que significa viver em contato mais próximo consigo mesmo. Em inglês, dinamarquês e português — o idioma que soar mais como casa para você.
Bem-vindo. Fico feliz que você tenha encontrado o caminho até aqui.
— Marcela
